Ê Clepsydra: Poemas || ↠ PDF Read by ✓ Camilo Pessanha


  • Title: Clepsydra: Poemas
  • Author: Camilo Pessanha
  • ISBN: null
  • Page: 335
  • Format: Kindle Edition

  • None
    Camilo Pessanha
    CAMILO PESSANHA nasceu em Coimbra, a 7 de Setembro de 1867 Licenciou se em Direito em Coimbra e partiu para Macau onde exerceu exerceu fun es judiciais O contacto com a cultura chinesa levou o a escrever v rios estudos e a fazer tradu es de poetas chineses Foram, todavia, os seus poemas simbolistas que largamente influenciaram a gera o de Orpheu, desde M rio de S Carneiro at Fernando Pessoa Os seus poemas foram reunidos na colect nea Clepsidra, publicada em 1922, tendo sido Fernando Pessoa o principal mentor da edi o considerado o expoente m ximo do simbolismo em l ngua portuguesa, al m de antecipador do princ pio modernista da fragmenta o Em 1919, recebe a comenda da Ordem de Sant Iago da Espada pelos servi os prestados s letras e artes em Macau Faleceu em Macau, a 1 de Mar o de 1926.


    Commentaires:

    Luís C.
    The title of the only poetic work published by Camilo Pessanha, whose first edition of 1920 resulted from an initiative of João de Castro Osório, holds a privileged place in the definition of his poetry, inasmuch as it points immediately to a use of symbolic power concentrating on itself the fundamental themes of the work: on the one hand, the notion of the passage of time and the expiration of human life and word, which derives from the literal sense of the word "clepsydra", and, on the other [...]

    Rosa Ramôa
    *Ao meu coração um peso de ferroEu hei de prender na volta do mar.Ao meu coração um peso de ferro Lançá-lo ao mar.Quem vai embarcar, que vai degredado,As penas do amor não queira levarMarujos, erguei o cofre pesado, Lançai-o ao mar.E hei de mercar um fecho de prata.O meu coração é o cofre selado.A sete chaves: tem dentro uma carta_ A última, de antes do teu noivado.A sete chaves, _ a carta encantada!E um lenço bordado Esse hei de o levar,Que é para o molhar na água salgadaNo dia e [...]

    Guilherme
    A poesia portuguesa dos fins do século XIX e começo do século XX é uma mostra de como a literatura portuguesa é não somente uma experiência única como poderosíssima. Assim, Camilo Pessanha compõe o cânone lírico português deste período com António Nobre, Cesário Verde, Antero de Quental, Mário de Sá-Carneiro e Fernando Pessoa num conjunto que é páreo aos grandes poetas de todos os tempos como Baudelaire, Eurípides, Alighieri, CamõesA obra de Pessanha, contudo, é bem pequen [...]

    Ana
    Não sou leitora assídua de poesia e não posso também dizer que seja um dos meus géneros favoritos, mas a verdade é que aqui no blogue já tive o prazer de ter algumas surpresas, pelo que foi com entusiasmo e de espírito aberto que iniciei esta leitura.Se bem que não se revelou uma leitura arrebatadora, este pequeno livro foi no entanto uma leitura muito agradável. A forma como o autor domina as palavras , os sentimentos que evoca, a melodia e ritmos intrínsecos, tudo é de uma enorme b [...]

    Cláudia
    Li esta obra de Camilo Pessanha pela primeira vez aos 17 anos, quando ainda era uma amadora a ler poesia mas, apesar de pouco compreender, a partir desse dia nunca mais gostei tanto de um livro de poesia como gostei deste. Esta poesia não é fácil de ler para quem não está habituado a ler poemas, a estranheza da sua linguagem mais técnica lembra por vezes Eugénio de Castro que era defensor do uso das palavras que estão escondidas nos confins dos dicionários e que tão poucos conheciam. E [...]

    Inês Cruz
    “Fica sequer, sombra das minhas mãosFlexão casual dos meus dedos incertos -Estranha sombra em movimentos vãos"Obra riquíssima e prendada com duas ilustrações curiosas.

    Ângela Serrão
    O meu primeiro contacto com Pessanha foi no 11ºano, em literatura portuguesa; admito, não foi um bom primeiro encontro. A minha professora tinha de dar x autores de cada época e 'ensinou-nos' sobre este autor numa aula. Pois.Como tal, senti que a minha opinião não podia ser formulada por pouquíssimo tempo e falta de vontade vinda da professora e que, mais cedo ou mais tarde, teria de voltar a ler; quando vi este livro pousado nas estantes do Continente (e com um preço ridiculamente bom), [...]

    Pedro Bento
    "Clepsydra" é um livro que desgasta quem não é leitor assíduo de poesia, não gosta das temáticas presentes e/ou prefere outro tipo de escrita lírica. Com efeito, confesso que a cada página acabei por me sentir cada vez mais distante da mente do Camilo Pessanha e senti a falta de algumas das coisas que mais gosto em sonetos e poesias: musicalidade, truques de linguagem, riqueza individual dos versos, etc.Achei algumas rimas bastante forçadas e irrelevantes para o ritmo, sentido, express [...]

    Pedro Freitas
    um tanto ou quanto inevitável a escolha deste poema como o melhor de toda a Clepsidra. Poema deste Camilo Pessanha que pelos vistos era tido como mestre por Fernando, sim o Pessoa, e que numa carta lhe escreve esta bela frase:".ra ser poeta não é mister trazer o coração nas mãos, senão basta trazer nelas a sombra dele". E lá isso Camilo Pessanha sabe fazê-lo neste misto de existencialismo, naturalismo e amor nunca encontrado fundo o kit básico de melancolia :P"Ao meu coração um peso [...]

    Daniel
    A Clepsydra de Camilo Pessanha é sobretudo um livro coeso de ritmos que se estriba na temática da viagem enquanto transitoriedade de paixões e imagens. Com efeito, o poeta atinge a absoluta sublimação do ato poético em quase todos os poemas, principalmente através de cadências magníficas e inteligentes, como é caso das que estão latentes nos versos "Enfim, levantou ferro. / com os longos adeus, vai partir o navio", pois nestes o sujeito poético apresenta claramente a fugacidade dos m [...]

    Pedro
    Achei o livro muito difícil de ler. As poesias de Pessanha são demasiado elípticas, não sendo acessíveis à todos. As temáticas exploradas são pessimistas e podem não agradar a todos os leitores, se bem que para mim não foi um problema. Houve algumas rimas ridículas, visto que o poeta rimou a palavra com ela mesma várias vezes. Ouve outras instâncias em que as poesias não pareciam ter um propósito. Demorei bastante tempo a ler o livro, porque não consegui ler mais do que meia dúz [...]

    Tiago Filipe Clariano
    Há tanto e tão pouco para dizer. A Clepsydra de Camilo Pessanha marca os fundamentos da minha própria noção de poesia: não dar tudo, mas não dizer nada (talvez seja redutor). A musicalidade e o engenho da construção rimática, o sentimento constante de incompletude do leitor e não do poema que tematizam a efemeridade e incapacidade de sentir tudo e o constante correr do tempo que rouba tempo à experiência. Poesia, para mim, é Pessanha.

    Joshua Teixeira
    A poética do ocidente encontra o oriente na Clepsidra de Pessanha. Desse choque intelectual só poderia resultar isto: a destruição da subjetividade numa expressão poética de contenção e sutileza. Demanda certa afinidade com os operadores rítmicos e estruturais da poesia para melhor aproveitamento da leitura, visto que Pessanha é inigualável na subversão dos ritmos do soneto tradicional.

    Ana
    Envolvente, a partir do momento em que nos revemos nalguns dos poemas ou sonetos. Genial.Favoritos: Caminho (I), No Claustro de Celas, Paisagens de Inverno (I, II), San Gabriel (II), Foi um dia de inúteis agonias, Interrogação, Crepuscular, Na Cadeia, Soneto de Gelo.

    Mariana
    Não gostei de todo desta obra do autor. Demasiado complexo e não entendo como podem por isto no programa escolar para alunos de 11º ano de Literatura. Tive uma grande má nota num teste sobre as obras deste senhor. Experiência a não repetir: ler poemas de Camilo Pessanha.

    Valdemar Gomes
    Adorei! Um dos meus livros de poesia favoritos. O campo lexical é uma verdadeira paisagem e o campo semântico ara-se a cada verso com a força de enterrar os dedos na terra e arrancar velhas raízes. No fim, a força dos seus poemas começam a perder força, mas de resto são todos brutais.

    Fred Lourenço
    « Sem vós o que são os meus olhos abertos? - O espelho inútil, meus olhos pagãos! Aridez de sucessivos desertos Fica sequer, sombra das minhas mãos, Flexão casual de meus dedos incertos, - Estranha sombra em movimentos vãos. »

    Leonor
    Não me parece, Pessanha.

    José
    The ideal amount of symbolism in poetry, between "well, duh" and "no idea of what's going on". It starts off good, but it's towards the ends that it gets a master piece.

    Marta Pereira
    agh!!!!

    • Ê Clepsydra: Poemas || ↠ PDF Read by ✓ Camilo Pessanha
      335 Camilo Pessanha
    • thumbnail Title: Ê Clepsydra: Poemas || ↠ PDF Read by ✓ Camilo Pessanha
      Posted by:Camilo Pessanha
      Published :2020-02-05T20:56:49+00:00